Cyberbullying

Cyberbullying

O cyberullying pode chegar a ser tão cruel e violento quanto o bullying físico.  Suas consequências são graves e podem causar danos reais.

A palavra bullying tem origem na língua inglesa e faz referência a bully, que entendemos como “valentão”, aquele que maltrata ou violenta de forma constante outras pessoas por motivos supérfluos. É justamente esse ato de maltratar ou violentar o outro de forma sistemática e repetitiva que é denominado bullying. Falamos de cyberbullying, então, quando a agressão se passa pelos meios de comunicação virtual, como nas redes sociais, telefones e nas demais mídias virtuais.

Muito embora o cyberbullying não consista em agressões físicas, e por isso é comumente visto como menos danoso, tem consequências tão ou mais graves quanto as do bullying físico. O abuso sofrido pela vítima do bullying virtual é, em sua maioria, de cunho psicológico, no entanto ela pode chegar a se tornar física em casos extremos. Ameaças de morte, agressão física e publicação de informações pessoais de vítimas são alguns dos meios mais violentos de cyberbullying, já que coloca a vítima em situação de risco e constante apreensão diante da possibilidade de um atentado contra sua vida. 

Os ataques sofridos por uma vítima de cyberbullying são geralmente direcionados a características pessoais da vítima e são feitas em meio público, denegrindo a imagem pública da vítima e afetando sua autoestima. O abuso é constante e pode tomar grandes proporções, já que a dinâmica do mundo online é enorme e, na maioria das vezes, impossível de se controlar. O cyberbullying é ainda permanente, uma vez que ao serem jogadas na rede online as informações lá permanecem por tempo indeterminado.

A agressão contínua pela qual uma vítima de cyberbullying passa pode trazer consequências graves como trauma psicológico, isolamento social, desenvolvimento de problemas relacionados à depressão, podendo até mesmo levar a vítima ao suicídio. O agravante do bullying virtual é a constante agressão que o agressor é capaz de infligir sobre seu alvo, uma vez que, diferente do bullying convencional em que a vítima tem contato presencial limitado com seu agressor, geralmente na escola, no mundo virtual o agressor tem sempre a vítima ao seu alcance, a qualquer hora do dia ou da noite.

Pais, professores e  diretores precisam se empenhar a fim de proteger jovens e crianças dessa prática. Como se trata de um problema que afeta todas as áreas da vida do estudante, é necessário envolver a todos, para que as vítimas possam ter a maior corrente de apoio possível. Abordar o assunto nas reuniões de pais, tanto em grupo quanto individualmente, conversando com as famílias de estudantes que estão sofrendo cyberbullying já é um bom começo. Além disso, aproveite o espaço escolar e o próprio site do colégio para criar fóruns de discussão e até mesmo uma equipe de denúncia e prevenção de ataques envolvendo pais, alunos e professores.

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