6 atividades extracurriculares ótimas para crianças

Veja dicas de atividades educativas e divertidas para as crianças

As atividades extracurriculares possibilitam que, por meio de interações com as pessoas e com o mundo ao seu redor, as crianças construam aprendizados fundamentais para o seu desenvolvimento. As experiências fora de sala de aula também apresentam um grande valor educativo, e precisam fazer parte da rotina dos jovens. Pensando nisso, nós separamos algumas dicas de atividades para propor às crianças. Confira!

1- Esportes

A prática esportiva é fundamental para o desenvolvimento motor da criança, trabalhando movimentos corporais diversos, como corrida, saltos, pulos e chutes. Além disso, o exercício físico regular é essencial para manter a saúde do organismo em qualquer idade, contribuindo para a regulação de hormônios e para o fortalecimento dos músculos.

O treinamento semanal de esportes como vôlei, futebol ou basquete propõe o aprendizado de lições relativas à disciplina e ao compromisso com a atividade. Modalidades coletivas incentivam o trabalho em equipe e a criação de uma ideia de “time”, conceito que promove a cooperação e o companheirismo entre os alunos.

A escola pode buscar alternativas para engajar os alunos na aula de educação física, incentivando a prática rotineira de diferentes esportes. Além disso, é possível promover competições esportivas dentro do ambiente escolar, oferecendo prêmios às equipes vencedoras.

Os pais podem matricular as crianças em centros de treinamentos específicos, incentivando a prática regular de esportes. Também é possível engajar toda a família em atividades como caminhadas aos finais de semana ou passeios de bicicleta pelo parque.

2 - Música 

O desenvolvimento de habilidades relacionadas à música estimula o desenvolvimento de capacidades sensoriais e criativas da criança. O contato com sons, letras e melodias estimula o aprimoramento da sensibilidade artística do jovem. Ao promover o equilíbrio entre os conteúdos aprendidos na escola e a prática musical, é possível formar um aluno multidisciplinar com competências matemáticas, sociais, científicas e culturais.

A improvisação musical auxilia a melhorar a capacidade criativa da criança. O estudo de letras e partituras também contribui para aperfeiçoar o aprendizado da linguagem. Além disso, o contato com músicas e trabalhos de artistas internacionais promove a expansão da bagagem cultural do jovem.

A escola pode promover aulas de música como uma atividade diferenciada para os alunos. Também é possível organizar apresentações e trazer artistas para o ambiente escolar. Além disso, os pais têm a opção de matricular a criança em cursos especializados na prática de tocar instrumentos ou de canto, por exemplo.

3 - Teatro

A prática teatral pode ajudar a desenvolver habilidades motoras e intelectuais da criança, como criatividade, postura corporal, noção de espaço, equilíbrio e concentração. Também é responsável por aprimorar a projeção vocal, a oratória e a expressão corporal do jovem.

Ao simular situações do dia a dia por meio de uma abordagem criativa nos roteiros das peças, as aulas de teatro ainda podem ser utilizadas para discutir temas relevantes para o desenvolvimento social da criança, trazendo lições de convivência, tolerância e amizade, por exemplo.

A própria atividade teatral já se coloca como um estímulo ao trabalho em grupo, visto que cada criança possui seu papel na história e todos precisam estar em sintonia para que os ensaios sejam produtivos e a peça, um sucesso.

A escola pode oferecer aulas de teatro como atividade extracurricular para os alunos e organizar apresentações ao longo do ano, convidando pais e responsáveis para compor a plateia. Além de contribuir para o aprendizado das crianças, a iniciativa ainda propõe a reunião da comunidade escolar em torno de um evento.

4 - Inglês

Há uma série de pesquisas que indicam os benefícios de aprender inglês desde a infância. Um estudo de uma empresa de tecnologia divulgado pela Revista Exame apontou que alunos que estudam um segundo idioma desde cedo podem apresentar maior QI, além de diminuir a propensão a doenças como o Alzheimer.

É completamente possível que a criança cresça aprendendo dois idiomas: no caso, o inglês e o português brasileiro, por exemplo. O cérebro do jovem não confunde os dois; pelo contrário, há um desenvolvimento mais amplo da linguagem, já que ele tem acesso a um vocabulário bem maior do que pessoas monolíngues.

Além disso, o aprendizado do inglês é benéfico para o cérebro da criança como um todo, contribuindo para a expansão das capacidades cognitivas, estimulando a criatividade e exercitando continuamente a memória.

A escola pode promover alternativas que engajem os alunos nas aulas de inglês, tornando o aprendizado contínuo. Os pais podem praticar o idioma em casa com as crianças, utilizando frases em momentos do dia e assistindo a desenhos animados com legendas, por exemplo.

5 - Organizações voluntárias

Há clubes e associações globais, como Rotary e CISV, que desenvolvem trabalhos voluntários. Essas instituições promovem reuniões periódicas de jovens com o intuito de formar grupos para as mais diversas atividades, como ajudas comunitárias e até mesmo intercâmbios!

Dentro dessas organizações, as crianças aprendem importantes valores sociais, já que elas precisam conviver em grupo, estabelecendo regras e funções específicas para cada um. Quando colocados diante de outras realidades - durante viagens ou com a realização de trabalhos voluntários, por exemplo -, os jovens conseguem observar um mundo potencialmente distinto daquele a que estão acostumados, expandindo sua compreensão de diferentes pontos de vista.

A direção da escola pode firmar parcerias com as associações que houver na cidade. É possível trazer informações e participantes da instituição para dentro do ambiente escolar, procurando incentivar outros alunos a fazer parte dos grupos. Também parte dos pais a iniciativa de apresentar o trabalho realizado pelas organizações aos filhos e motivá-los a se inscreverem.

6 - Leitura

A criança pode associar a leitura apenas aos estudos formais da escola, o que cria uma certa barreira, já que não vê o ato como algo divertido. É fundamental que os pais procurem utilizar o interesse das crianças por fantasias e por narrativas para instigar nelas o gosto pela leitura.

Para tal, os pais podem destinar momentos da semana para praticar a leitura com os filhos, incentivando-os a ler alguns livros e também a escrever as próprias histórias. O exercício pode ser feito entre a família, em bibliotecas ou em reuniões com os amigos da criança, por exemplo.

A escola também pode propor a criação de grupos de leitura, motivando os alunos a pegar emprestados os próprios livros disponíveis nas bibliotecas. Também é possível criar competições para premiar os melhores textos dos alunos e promover a produção escrita no ambiente escolar.

É natural que as crianças tenham mais aptidão para uma atividade em relação a outra, já que depende muito da personalidade e dos gostos pessoais de cada uma. Cabe aos pais e à escola incentivar o maior número de opções para que o próprio jovem encontre suas preferências e as siga. Além do mais, é essencial não lotar a agenda das crianças com um monte de atividades. O tempo reservado para o descanso e para brincar é fundamental para o desenvolvimento dos mais novos.

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