A proposta deste estudo busca compreender como ocorre o assédio moral nos espaços de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho apresenta que a violência moral constitui um fenômeno internacional, que aponta para distúrbios da saúde mental relacionados com as condições de trabalho. A metodologia escolhida para essa pesquisa buscou na abordagem qualitativa a sua estruturação. A coleta de dados foi realizada com a aplicação de questionários para um grupo de acadêmicos de um curso de administração. Os dados buscaram entender como o assédio moral, representado por situações que envolvem o menosprezo, desagrado em relação a apelidos e/ou piadas no interior das empresas, aconteciam. Essa situação foi confirmada. Em relação a receber ordens confusas e contraditórias, 63% dos participantes afirmam essa questão. Quanto ao desempenho em relação às atividades desvinculadas às funções cotidianas, situações essas que caracterizam assédio, visto que talvez sejam desenvolvidas sob alguma forma de pressão, 70% confirmam que as executam. Essa situação caracterizou assédio, no entanto o contexto da área de gestão considera essa prática normal e os funcionários das empresas sequer percebem que isso se refere a um tipo de assédio. Essa reflexão levou as pesquisadoras a concluírem que tanto homens quanto mulheres sofrem assédio moral no ambiente de trabalho, tendo índices altos em ambos os gêneros, porém não permitindo diferença significativa.
PRISCILA PRAZERES E PRISCILA VIEIRA SANTOS: Alunas do curso de Psicologia da Faculdade Dom Bosco.
PROF. NEUZI BARBARINI: Mestre em Psicologia Social, professora do curso de Psicologia da Faculdade Dom Bosco, orientadora do trabalho.
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