A dicotomia entre natureza e cultura há muito tempo é objeto de discussão de diferentes ciências e autores no âmbito científico, no que diz respeito às fronteiras de onde termina uma e começa outra. O presente trabalho visa a debater a questão do nepotismo, atualmente restrito às explicações no campo da natureza, biologia/genética, e dos graus de parentesco, o que, em algumas relações e contextos, não contemplam a realidade. O autor propõe ampliar o conceito ao campo da psicologia, sugerindo a existência de um “nepotismo psíquico cultural”, resultante do enlace entre natureza e cultura. Os dados, obtidos por meio de pesquisa qualitativa, revelam expressões em que os vínculos afetivos podem ser tão ou mais fortes quanto os laços consangüíneos.
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