Aviso!

Para acessar este site você precisa ter instalado
em seu computador o Adobe Flash Player 8.

Instalar Flash Player 8
Login: Senha:
 

Aviso!

Para acessar este site você precisa ter instalado
em seu computador o Adobe Flash Player 8.

Instalar Flash Player 8

O Grupo / Curso / Estude Mais / História / Navegadores Portugueses / Gil Eanes

GIL EANES


Muito pouco se sabe a respeito da sua vida pessoal e não há certezas sobre a data e local do seu nascimento, embora Lagos seja apontada como provável. Ignora-se também a que família pertenceu, se casou ou não, se deixou descendentes...

Todavia, o que é certo, é que ele foi escudeiro do Infante D. Henrique e armado cavaleiro depois de dobrado o Cabo Bojador. Efectuou muitas viagens através dos mares, mas duas ficaram também célebres: em 1435 com Afonso Baldaia até Angra dos Ruivos; em 1443-44 com Lançarote até ao golfo de Arquim.
No livro "Crónica dos Feitos da Guiné", o cronista Zurara refere-se a uma grande discussão que teria havido entre os navegadores nesta última viagem e apresenta-o como homem particularmente sensato e capaz de impor a sua vontade, porque gozava de grande prestígio junto dos companheiros.
Foi em 1435 que o Infante D. Henrique mandou equipar uma barca, escolhendo-o para capitão e ordenando-lhe que dobrasse o Cabo Bojador. Esta primeira tentativa falhou. No ano imediato o Infante chamou-o à sua presença, conversou demoradamente com ele, minimizou os riscos, incentivou-o com argumentos que o convenceram. Tinha de dobrar o terrível Cabo Bojador. Partiu, pois, e desta vez não desistiu. Infelizmente, para a posteridade, não ficaram relatos que contenham as peripécias da viagem, mas o que se afirma é que foi precisa muita coragem, determinação, ousadia e perícia para conseguir o que ninguém antes conseguira: passar além do Cabo Bojador e regressar a casa são e salvo. Esta proeza desfez o mistério. A partir da sua gloriosa façanha os navegadores portugueses puderam lançar-se "por mares nunca dantes navegados".




MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Fernando Pessoa, Mensagem