Acabou 2009
18 de Dezembro de 2009Ou começaram meus 40 anos?… Fiz 40 e recasei em 2009. Nasci em 1969: ano enigmático. Alguns alunos diriam que é um ano sugestivo. Brincadeiras à parte, vou contar o tempo como historiador que sou. Começou em setembro meu quadragésimo ano de vida. E daí? Momento de reflexão no meu ano 40. Dizem que passa a ser um problema estar com idade que termina em “enta”. Ano de revisões anuais, inclusive exames delicados. Como diria Buzz Lightyear: Ao infinito e além!
Voltemos a 1969, ano de nascimento de meu melhor amigo (desde 1980, em Guarapuava), compadre Guto. Estamos falando do quadragésimo ano da última gravação dos Beatles. Engraçado! Só comecei a gostar dos Beatles há uns 20 anos. Banda responsável por grande avanço na indústria cultural. Será que o Jornal Nacional, que estreou em 1969, anunciou a gravação? Graças a Horkheimer (1895-1911) e Adorno (1903-1969) podemos entender um pouco mais o fenômeno dos Beatles, do JN e do Festival de Woodstock nos EUA, este também realizado no melhor ano do século XX.
Não sou numerólogo e tampouco acredito em explicações não científicas da realidade. Também sei que nossa contagem de tempo só vale para quem segue o calendário gregoriano, diferente do chinês, muçulmano, judeu e do maia, este mais na moda. De qualquer forma, além do meu nascimento especial, pelo menos para umas 20 pessoas no mundo, coisas significativas aconteceram:
• Milésimo gol do Pelé. Imaginem a felicidade do meu pai santista. Por ele eu teria tido nome de jogador de futebol, não de personagem de novela como as mulheres da família (mãe, irmã e tia) colocaram: Sandro de Aragón, interpretado pelo mocinho Tarcísio Meira.
• Chegada do homem à Lua. Quem sabe se o povo lá de casa imaginasse a dimensão do evento, eu me chamaria Louis…
• Primeiro ano da ditadura radical dos militares no país, movimento político de que só ouvi falar quando, em meados dos 80, comecei a pensar por mim mesmo, ouvindo rock nacional… Só fui compreender a situação na faculdade de História, nos anos 90.
Então, nessa reflexão dos quarenta anos, considero que vale pensar sobre a vida, lembrar o que nos moveu a chegar aonde estamos (tempo e espaço). Fim de ano, momento de reflexão… Lembre-se de que é simbólico. Podemos fazer isso o tempo todo. Inclusive mudar nossa vida. Eis o exemplo do Tezza em Adeus às Aulas, publicado na Gazeta do Povo, de 8/12/2009.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=952431&tit=Adeus-as-aulas




