O cinema fazendo pensar ou não!
26 de Fevereiro de 2010Algum tempo diante da tela durante um filme faz pensar. Seja do computador, da TV, do projetor, do cinema, há imaginação. Talvez pouca ação reflexiva da mente pela quantidade de imagens e ações exibidas. Mas, é claro, há pensamentos, conexões, sinapses…
E aí? Falta tempo para sistematizar. Sem dúvida o cinema nos leva a sentir, muito mais que a pensar? As emoções do voyeur ficam à flor da pele. Muitas sensações e pouca compreensão. Perguntas sempre me ocorrem. Algumas me levam a discussões e, às vezes, elucubrações.
Se não fosse o cinema, haveria mais pensadores, mais filósofos? O que levou os alemães do século XIX a filosofar? Romances, músicas, problemas sociais e econômicos, religiões, filósofos anteriores? Tudo isso e muito mais.
Quando assisti ao Bejamin Button indaguei: e se as crianças fossem educadas apenas pelos idosos? Por que idosos e crianças parecem mais confiáveis?
Ao ver Olga, pensei que o dinheiro poderia ter sido mais bem investido.
Ao me deparar com o Ensaio do Meireles/Saramago refleti sobre o egoísmo e a falta de perspectiva humana sem a religião.
Na estreia de Estômago, vi uma das minhas cidades de modo diferente. Curitiba metrópole que exclui e também abriga… Briga mas aconchega. Acolhe, fere, cura e mata.
E quando vi Avatar nas férias senti muitas coisas… Superestimulado visualmente, tive que tirar os óculos em alguns momentos. Gostei do som, não da música; gostei de ver detalhes, não gostei da história. Aliás, como disse meu amigo Ulisses Galetto: o roteiro é uma cópia do filme Dança com Lobos (Direção: Kevin Costner, EUA, 1990, 180min). História ecologicamente correta com final esperançoso e feliz. A esperança é a última que mata. A reflexão foi tão grande nesse filme (ironia) que saí da sala e percebi que nos shoppings em Curitiba não há CASAS PERNAMBUCANAS.
O cinema das contradições. Espaço artístico e estético diversificado. Arte coletiva, arte comercial. ARTE. Lugar da opinião sistematizada do diretor e do roteirista: argumentação sempre presente. Momento em que concordamos que nosso olhar seja dirigido pelo diretor. Somos enganados e gostamos. Ouvimos músicas em situações improváveis: no meio do oceano num naufrágio. E ainda assim nos emocionamos. Sabemos que o Titanic vai afundar. Cristo morre no final e assistimos para saber como a história foi contada…



