|
Aviso! Para acessar este site você precisa ter instaladoem seu computador o Adobe Flash Player 8. Instalar Flash Player 8 |
|
Muito do que praticamos no dia-a-dia profissional não vem do que aprendemos na graduação ou em outros cursos, mas do que absorvemos pelo exemplo, pela prática, imitando atitudes das pessoas com as quais convivemos desde que nascemos, especialmente os pais. Parte dessas atitudes são comuns a muitas pessoas, pois são características culturais. Portanto, é produtivo fazer uma análise das atitudes que são incompatíveis com o desempenho profissional e que devem ser substituídas.
Especialmente para o Administrador, uma das características culturais que pode ser bastante prejudicial é o hábito de fazer sem planejar. Se alguém passa um longo período rabiscando numa folha, a dedução óbvia é que está perdendo tempo enquanto o serviço está parado. Bem, ela é óbvia para o nosso traço cultural em que ficar pensando não é trabalho, mesmo que seja sobre decisões estratégicas da organização.
Essa marca do brasileiro produziu muitos gestores que não planejam, mas que simplesmente executam. Para qualquer problema que apareça, distribuem-se as tarefas e dá-se a ordem: “mãos à obra, não podemos perder tempo”. O resultado é que se perde muito mais tempo por baixa eficiência, retrabalho, ações desnecessárias, desalinhadas e até mesmo em direções opostas.
Para que todos remem na mesma direção é vital planejar, isso vale tanto para atividades individuais, de um departamento, de uma unidade de negócios quanto para a organização como um todo. É inviável aplicar ferramentas de gestão avançadas sem o básico do planejamento. O planejar deve preceder o fazer. Até mesmo para identificar quais são os problemas prioritários, para diferenciar causa de efeito e investir tempo, esforço e dinheiro nas soluções corretas.
Já dizia Falconi (1994): “Quanto melhor você planejar, melhores metas você atingirá”.
Uma ferramenta muito útil nesse processo, e bastante difundida pelo próprio Falconi, é o PDCA (Plan, Do, Check, Action). As quatro etapas ocorrem de forma circular e contínua, até que se torne um padrão.
O hábito que devemos evitar é construir um círculo desproporcional, onde o P, o C e o A são quase inexistentes e o D é monstruoso. Vamos buscar o equilíbrio, tentando evitar esse hábito, assim nos tornaremos administradores que evitam os incêndios, ao invés de brigadas que só atacam o fogo quando ele já está saindo do controle.
Carlos Alberto Mendes
Administrador, especialista em Controladoria e Finanças, professor do curso de Administração da Faculdade Dom Bosco