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O Grupo / Faculdade / Colunistas

A faculdade que queremos... é possível chegar lá! O planejamento como ferramenta de apoio



Gilda Lück

Passamos por uma evolução histórica, movida principalmente pela tecnologia. Novas formas de aprender e de ensinar foram elaboradas e disponibilizadas. Espaços como nossa própria casa, onde trabalhamos, ou onde dispomos de nosso tempo de ócio e lazer, tornaram-se as bases do desenvolvimento de meios de comunicação, com um foco muito significativo no computador, com o qual se acessa a Internet.

Já a faculdade, até a considerada de boa qualidade, passa a se reestruturar e se reinventar nessa nova realidade, pois corre o risco de se tornar obsoleta como instituição, sendo suplantada pelas novas formas, não-acadêmicas, de aprender. Há uma frase que, usando o senso comum, diz: “Qualquer educação é melhor do que nenhuma”. No entanto, a faculdade ruim, além de não fazer bem, pode causar muitos males.

Hoje, as organizações educacionais estão numa encruzilhada: ou se reinventam ou se tornam obsoletas.

Se partirmos do conceito de que nada é impossível e vivenciarmos os “Quatro P’s” para alçarmos nossas metas: propósito, paixão, plano e persistência, teremos, com certeza, o sucesso esperado.

Para tanto, é necessário ter consciência de que reinventar o ato de aprender e de ensinar implica, antes de tudo, rever o conceito de educação superior com todos aqueles que estão diretamente ou indiretamente ligados a ela. Isso porque necessitamos alcançar clareza sobre duas questões de suma importância: “Por que educar?” e “Para que educar?” Então como podemos posicionar a missão da educação diante de outras instituições que assumem funções educacionais? O diagnóstico da realidade e um planejamento bem elaborado é a parte fundamental de todo esse processo:

1. Analisar o currículo usado atualmente, suas bases e significados. O que implica em uma retomada à discussão de “como fazer” o seu método, isto é, sua visão da forma como os acadêmicos aprendem.
2. Repensar a forma de organizar o tempo e o espaço.

3. Realinhar os papéis da gestão, dos colaboradores e da própria relação professor/aluno.
4. Transpor os muros da faculdade e rever as relações faculdade X comunidade.
5. Construir elos que ultrapassem limites entre dados, informação, conhecimento.

Essas são algumas das novas metas que as IES, receosas com a qualidade e com criar diferenciais significativos, se preocupam.

A IES que queremos...

Tem uma nova ótica educacional

•         Concebe a educação como a maneira pela qual o ser humano é despertado para a descoberta de suas aptidões natas, as desenvolve e as transforma em habilidades específicas.
•         Encara o aluno como o ator principal de sua própria aprendizagem e de sua educação, além de ser o responsável pela construção de sua vida; vendo o professor como aquele que o ajuda, orienta, incentiva, provoca.
•         Adota como método uma pedagogia ativa – centrada no aluno – e voltada para a definição, o planejamento, a execução e a avaliação, pelos alunos, de projetos de aprendizagem relacionados aos seus interesses.
•         Vê sua missão como sendo a de contribuir para que o ser humano se torne capaz de definir e elaborar um projeto de vida, e que construa as competências e as habilidades necessárias para transformá-lo em realidade.
•         Compõe a competência pessoal e coletiva através dos processos de escolha e decisão. Com a decisão certa, capacita o ser humano a realizar o seu potencial dentro de um projeto de vida de sua livre escolha.
•         Tudo isso dentro de um planejamento consciente do real e de que muito é possível quando se trabalha os “quatros P’s” ligados ao desenvolvimento do currículo, dos objetivos claros, das metodologias voltadas para o referencial teórico e principalmente da avaliação reflexiva.

Determina o tempo e o espaço

•         O planejamento e a administração do tempo e organização do espaço de modo que venham a servir às necessidades de aprendizagem dos alunos, criando ambientes diversificados e horários flexíveis que facilitem a aprendizagem dos alunos na medida em que eles desenvolvem seus projetos.


Integra o conhecimento ao contexto

•         Interage criativamente com o mundo que a circunda, no plano mais próximo e mais distante, fazendo pleno uso das novas tecnologias de informação e comunicação – que nada mais são do que formas eficientes de colocar pessoas em contato com pessoas, e com a informação de que necessitam para viver suas vidas.


Essa é a IES que queremos. E é possível chegar lá!

É possível chegar lá – se tivermos: um propósito claro, paixão pela causa, um plano realista, persistência com paciência.

Em um espaço em que as pessoas aprendam, isto é, em que constroem suas competências e habilidades.


Contando, sobre tudo, com um planejamento elaborado dentro da nova ótica do conhecimento, da busca pela construção de uma excelência de ensino que favoreça o ato de aprender e o ato de educar.

Em um espaço onde potenciais se realizam...
Em um espaço onde o ser humano se desenvolve...
Em um espaço onde as pessoas se educam em diálogo...
Em um planejamento que visa, sobretudo à qualidade do o quê e do como se ensina e se aprende.

Tal façanha só será alcançada se realmente acreditarmos na importância do ato de planejar.

Gilda Lück
Mestre em Educação, doutora em Engenharia da Produção, professora dos cursos de Educação Física e Fisioterapia da Faculdade Dom Bosco.




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